quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

...my only friend, the end.

The killer awoke before dawn, he put his boots on.
He took a face from the ancient gallery
And he walked on down the hall.
He went into the room where his sister lived, and...then he...
Paid a visit to his brother, and then he...
He walked on down the hall, and
And he came to a door...and he looked inside


"Father ?", "yes son", "I want to kill you"

"Mother...I want to...fuck you"

C'mon baby, take a chance with us...
And meet me at the back of the blue bus
Doin' a blue rock, On a blue bus
Doin' a blue rock, C'mon, yeah
Kill, kill, kill, kill, kill, kill...


This is the end, beautiful friend
This is the end, my only friend, the end
It hurts to set you free
But you'll never follow me
The end of laughter and soft lies
The end of nights we tried to die

This is the end.

The Doors, 1967.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Le Dieu nu.

'Era uma tarde que parecia pintada de pastel: um daqueles dias frágeis insertos no coração do inverno como uma ilustração de cores delicadas entre o monótono negro e o branco de um livro. Tudo mergulhava numa poalha dourada: os edifícios silenciosos, os automóveis, os autocarros que passavam e todas as pessoas que por um instante o meu olhar acompanhava. Os meus sonhos prendiam-se sucessivamente a elas, ao objectivo que os fazia correr debaixo das arcada da gar- e a minha imaginação só os via empreendendo viagem para se juntarem a uma pessoa amada - ou então a quem esperariam, em magote junto da saída - e só poderia ser a silhueta de um ser querido mas misterioso.'

In Le Dieu Nu, by Robert margerit. 1951.

sábado, 16 de janeiro de 2010

unsuspecting victim.

How could you
Let me crying
And weeping
Lying on the floor
Crawling,
Trying
To scratch the door.
Alone.
How could you murder my soul
And leave her
By herself
In dark streets
Where there’s no wind
Or sun.
And now she is
Vanishing
Dying
Alone.

sábado, 9 de janeiro de 2010

...I'm On a Plain.

My brother died every night
It's safe to say don't quote me on that
Love myself better than you
I know it's wrong, so what should I do?
The black sheep got blackmailed again
Forgot to put on the zip code
Love myself better than you
I know it's wrong, so what should I do?

Somewhere I have heard this before
In a dream my memory has stored
As a defense I'm neutered and spayed
What the hell am I trying to say?


Nirvana, Nevermind, 1991.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Requiem for a Dream.

Requiem for a Dream. (2000)
Directed by Darren Aronofsky. With Ellen Burstyn, Jared Leto, Jennifer Connelly.

Pills and heroin offer fulfillment of the dreams of four residents of Brooklyn's Brighton Beach in the shadow of a crumbling Coney Island amusement park. Sara dreams of appearing on television wearing a red dress that's a bit snug. So she starts a diet assisted by uppers. Her son Harry, his girlfriend Marion, and his best friend Tyrone pin their hopes for money on moving up from pushing nickel bags of heroin to buying in bulk. They also deal to support their growing habits. Things are going well: Harry buys his mom a new TV, she's losing weight, she has status among her friends, Tyrone's girlfriend is cool, and the team has money in a shoe box. These dreams are addictive.





























segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

My hopefulness turned to sadness, my sadness turned to bitterness, my bitterness turned to anger, my anger turned to vengeance.

...
Don’t deny,
Don’t decline.
I don’t desire
no more lying,
no more setbacks.
There are so many inconveniences
So many coincidences.
Let’s kill those fucking influences.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Oh, Trouble!

The trouble with the trouble
Is the trouble in me
I might be mistaken
Might be forsaken
That sure could be
That seems like lust to me
The trouble is
That the trouble says
There's trouble in you
Don't let me say
That I just slipped away
That I just took the car and your keys
The trouble is
The trouble says
It's all troubling
Don't talk to me
If you're not on the leave
I'll never get to sleep
All those things
You sent my way
I never saved a thing.


By Hope Sandoval.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Tejo.

- O rio está lindo. As tonalidades de azul do céu matinal reflectem-se na água de um jeito perfeito. Está tudo lucidamente luminoso. Nunca vi nada tão nitido. Nunca nenhum horizonte me fez sentir tão acordada. Tão sóbria. Tão autêntica.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Match Point.


Must See!
Directed by Woody Allen, with Jonathan Rhys Meyers and Scarlett Johansson. 2005

sábado, 5 de dezembro de 2009

If I could tear you from the ceiling I'd freeze us both in time.

Quando caminho pelas pedras duras e aguçadas
É quando corto os meus pés
Quando me escorre sangue pelas pernas
E me pinga pelos pulsos
Ou flui pelos olhos
É quando me desmorono
E me rendo perante os caprichos de outros
Pareço sã mas estou a cessar
Arruíno-me
Quando passo pela avenida dos delitos.

Ao optar por ti,
Opto pelo meu fim.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

La Môme.

La Môme. (2007). Directed by Oliver Dahan, with Marion Cotillard, Jean-Pierre Martins, Gérard Depardieu.

About Édith Piaf (1915-1963).
Her mother is an alcoholic street singer, her father a circus performer, her paternal grandmother a madam. During childhood she lives with each of them. At 20, she's a street singer discovered by a club owner who's soon murdered, coached by a musician who brings her to concert halls, and then quickly famous. Constant companions are alcohol and heartache. The tragedies of her love affair with Marcel Cerdan and the death of her only child belie the words of one of her signature songs, "Non, Je Ne Regrette Rien." The back and forth nature of the narrative suggests the patterns of memory and association.






sexta-feira, 6 de novembro de 2009

P.

Sucking on my titties like you wanted me
Calling me, all the time like Blondie
Check out my chrissy behind
It's fine all of the time
Like sex on the beaches
What else is in the teaches of peaches?

SIS IUD, stay in school ‘cause it's the best
IUD SIS, stay in school ‘cause it's the best

Fuck The Pain Away.

Honey, that's exactly what it felt like.

1967. Janis Joplin. "Ball and Chain". Amazing.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

*

"Os círculos de fumo são como os círculos da vida. São círculos místicos. São algo mais do que aparentam ser. São uma dimensão, uma ideia, um universo. Pairam no ar como leves partículas de pó, como plaquetas de oxigénio e fundem-se invisivelmente."

Por Patrícia. in Empty Divisions.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Estômagos.

"Viajo de autocarro desde que perdi o estômago. Ando de um lado para o outro, entre paragens e estações, aldeias e cidades, caminhos e estradas... Não pretendo encontrar o meu estômago, sei que se perdeu para sempre. A única coisa que quero é preencher o vazio em que agora andam perdidos os sucos gástricos, o nada que habita junto ao intestino, o caos que se criou entre o peito e a cintura. Porque desde que fiquei vazio por dentro e ando desesperado por remediar a minha situação, também sei que sou menos filho da puta. Os filhos da puta não têm estômago, eles sabem-no e não fazem nada para resolver a situação. Eu, pelo menos, tento ocultar as minhas ausências mudando de vida num autocarro qualquer. Mas não é fácil, nada fácil. Tudo o que me acontece provoca-me muito stress. Demasiado. Desde que vivo assim os nervos não têm onde se agarrar e de cada vez que fico tenso acabam por escalar pela traqueia até à gartanta, esperando que os vomite numa curva qualquer, o que me obriga a viajar com um saco por perto para poder despejas a ânsia que me vem à boca de quando em quando.
Não sei exactamente porque decidi viajar de autocarro para preencher a minha ausência, mas durante este tempo aproveitei para elaborar um inventário de necessidades que me permitiam criar algo que se possa colocar no ligar em que antes tinha um estômago. Acabei por concluir que deparar-me todos os dias com novas pessoas, paisagens e odores pode servir para me recordar coisas esquecidas da etapa da minha vida anterior à de filho da puta. Também assim posso saber quem fui para poder fabriar o que quero ser: uma nova pessoa que gire em torno de um estômago inventado. Não é uma ideia descabida. Trata-se de captar e dissecar todas as imagens que me chegam através da janela do lugar em que me sento, das estações a que chego, daquelas de que parto, das pessoas que viajam a meu lado. O que persigo, creio, é elaborar um cenário preciso, com as personagens necessárias, em que me deixe decorrer a minha história e em que a possa tragar sem me preocupas com ter que a regurgitar, tal como acontece com os meus nervos. Que tudo fique bem quieto no lugar em que tenha que ficar, embora seja só cenário. Apesar de ser mentira.
A minha transformação em filho da puta não se produziu da noite para o dia. Foi um processo longo e meditado. Levei dois anos a levar a montar a minha empresa. "Damos más notícias a quem você quiser". Era esse o seu slogan. Estás louco, diziam-me a príncipio, uma coisa dessas não pode resultar! E eu pensava nos telejornais e nos jornais, autênticos abastecedores de más notícias com grandes resultados. Estavam todos errados. Começaram a contratar-me para dar más notícias a familiares, amigos, empresários, clientes... Até aí tudo corria bem. Era um trabalho fácil e eu não sentia nada perante as aflitas e mecânicas reacções daquelas pessoas. Eram lógicas. O problema, o que me fez perder o estômago de uma estocada, foi comunicar a um tipo que a sua esposa e o seu irmão tinham falecido num acidente de viação. olhou-me com os olhos muito abertos e de repente começou a rir sem parar. Senti um golpe na zona do abdómen. O mundo está cheio de filhos da puta. Mas eu, pelo menos, procuro um estômago."

Escrito por: Diego González (1970).